segunda-feira, 19 de julho de 2010

Enem e dicas culturais

Estamos no momento de férias para alunos, mas como professor não tem descanso, use esse momento para preparar seu material sem se desgastar tanto mentalmente.
Inicialmente temos aquelas que podem ser as boas ou más notícias... o resultado do provão do ensino médio já está online.
Para os mais apressados, pode ir direto em Resultado do Enem (por escola)
O melhor colégio no ranking nacional foi o Colégio Vértice de São Paulo, que tem cerca de 900 alunos e 86 professores em um espaço formado por várias casas interligadas por jardins e até uma pracinha, e diferente do que se espera de um colégio tão bem colocado em uma prova de nível nacional... não há professores doutores e  não mais de 25% tem mestrado. Escolhidos por uma soma de fatores, que o diretor Adilson Garcia os faz considerar educadores e não meros "dadores" de aula, os profissionais são recompensados por sua originalidade e competência com salários médios de R$ 7 mil mensais.
Como vários autores já explicaram, o motivo de funcionar o método do colégio, segundo o diretor, é o fato de trabalharem o aspecto motivacional, a autoestima e sociabilidade na escola além da participação da família na vida do aluno.
Com este preâmbulo, que dependendo da escola onde esteja lecionando pode ter lhe dado sorrisos ou lágrimas, começo a indicar boas opções de assunto para serem tratados num futuro próximo em sala:
A primeira extração de óleo do Pré-Sal no Campo da Baleia Franca, que embora seja uma notícia de rodapé de página, somada a questão da divisão dos royalties pelo Brasil inteiro podem criar discussões interessantes e até mesmo unir várias disciplinas para tal.
A reinauguração do evento Rock in Rio (no Rio Janeiro) para o ano de 2011, que pode ser ligado às questões de fuga de capital, reativação do turismo e repolarização dos focos músico-culturais para a região de Jacarepaguá, entre outros.
A exposição do cartunista Ziraldo no CCBB , o artista utiliza da arte pop, fruto de uma revolução artística feita por Andy Warhol, e deixa clara sua paixão por super heróis. Além da obviedade de trabalhar arte e a extensão à literatura, é fácil reconhecer os conceitos filosóficos envolvidos nos heróis e até mesmo a situação política de quando foram criados os ícones como o Super Homem. O evento Anima Mundi também pode ser usado para complementar assuntos.

Esses assuntos acima são minhas sugestões para aulas, mas claro que se a sua didática permitir trabalhar de forma inovadora, também há os assuntos emergenciais como a possibilidade de bloqueio comercial à Faixa de Gaza, suspensão do socorro à Hungria pelo FMI e UE, as novas manchas de óleo no Golfo do México, os ataques dos narcoterroristas no México e os ataques da Al Qaeda a ex-aliados.

Fico por aqui por enquanto por estar afastado da minha cidade. Boas "férias"!!

quarta-feira, 30 de junho de 2010

Educação a distância, cada vez mais perto de você.

"Educação à distância é a modalidade de ensino que permite que o aprendiz não esteja fisicamente presente em um ambiente formal de ensino-aprendizagem, assim como, permite também que faça seu auto estudo em tempo distinto. Diz respeito também à separação temporal ou espacial entre o professor e o aprendiz.


A conexão entre professor e aluno se dá por meio de tecnologias, principalmente as telemáticas, como a Internet, em especial as hipermídias, mas também podem ser utilizados o correio, o rádio, atelevisão, o vídeo, o CD-ROM, o telefone, o fax, o celular, o iPod, o notebook, entre outras tecnologias semelhantes."

Como aqui é gerido um blog de informações sobre Mídia, Educação e Cultura dou preferência a indicar nosso meio de comunicação como o mais interessante e importante... Assim sendo precisamos compreender os conceitos que são envolvidos na web 2.0.

Lembrando que o trabalho empregado nesse blog é tentar viabilizar além das informações iniciais dadas por nossas fontes, também dar espaço para o  complemento por parte de você leitor de nosso conteúdo. Tornando-se responsável pela nossa próxima pesquisa, quem sabe..

Definindo Web 2.0:
"Web 2.0 é a mudança para uma internet como plataforma, e um entendimento das regras para obter sucesso nesta nova plataforma. Entre outras, a regra mais importante é desenvolver aplicativos que aproveitem os efeitos de rede para se tornarem melhores quanto mais são usados pelas pessoas, aproveitando a inteligência coletiva" - Tim O' Reilly.

Veja na Wikipedia, como é citado diretamente como uma forma de educação o uso de blogs e outras redes sociais, lembrando que até o próprio sistema Wiki é uma formatação 2.0 em que qualquer usuário cadastrado, munido de fontes que comprovem seu discurso pode editar conteúdo.

A internet com o passar do tempo se tornou um meio de comunicação em que a participação dos leitores  serve como não somente guias de comportamento, como também tornou o leitor um participante do projeto, uma vez que agora o que ele escreve pode vir a se tornar o próprio assunto de leitura de outros.

Clique aqui para UM exemplo de uso da informática como forma de educar. Ou para conhecer um local para baixar obras do domínio público, clique aqui.

Para podermos conceber melhores projetos e preparar nossos profissionais para utilizar essa tecnologia, contamos com vocês, atuais ou futuros educomunicadores, para usar a tecnologia a favor de nosso aprendizado e incremento de cultura.

Hoje em dia, com a quantidade de projetos que facilitam o acesso à internet, é preciso que haja um profissional que seja capaz de supervisionar esse conteúdo. Não podemos deixar somente nas mãos de softwares mal acabados como o Net Nanny, esses recursos devem ser as ferramentas do futuro que os profissionais devem saber usar para regular conteúdos, mas não apenas manter o foco na ferramenta... mas criar todo o suporte para o seu bom uso e possibilitar um futuro melhor.

quinta-feira, 24 de junho de 2010

A realidade educacional e sua relação com as media

Passada a primeira década do novo milênio, velhas promessas e velhas esperanças sentem, hoje, a necessidade de serem refeitas e realimentadas. Igualdade social, desenvolvimento sustentável, convívio pacifico entre as diferentes nações estão ainda, mais no discurso de políticos e intelectuais e dos que projetam a salvação num futuro não tão longínquo, e menos na realidade vivida por cada um de nós.
Uma das causas que pode ser apontada para explicar a permanência desse estado de coisas é sem duvida aquela que se concentra no modelo educacional vigente: defasado e fortemente pautado por interesses econômicos, que, principalmente, nos países ditos em desenvolvimento contribui para o acirramento de estruturas sociais onde o preconceito, as injustiças sociais, a exploração do homem e da natureza tomam ares de naturalidade no discurso e no imaginário das diferentes classes.
As instituições de educação formal, quer dizer, as escolas e universidades perdem cada vez mais espaço na formação do cidadão em favor de novas tecnologias e dos atrativos audiovisuais dos meios de comunicação de massa. A televisão possui atualmente maior aceitação e influência como representante do saber e da cultura, enquanto a escola fica cada vez mais relegada à idéia de disciplinadora e de arauto de informações que não condizem com a realidade.
A explicação para isso pode ser buscada através do entendimento da estrutura capitalista, em primeira instância, e no Brasil, através da conjuntura e da historicidade particular, que reflete uma gravidade acentuada do problema que estamos observando, quais não hão de ser superados sem uma ação organizada do poder público baseada no ataque ao conjunto dos diferentes aspectos do contexto socioeconômico.
Nesse texto, voltaremos, entretanto, tão-somente a um dos aspectos desse problema, anteriormente anunciado: a relação entre educação e comunicação. É mister a compreensão de que as instituições de ensino estão inseridas na estrutura da lógica de mercado e que portanto, fornece para as mais diferentes áreas recursos humanos formados num saber técnico nem sempre suficiente, e com crônicas defasagens na capacidade crítica da realidade a sua volta. A escola dessa forma perde a função que teoricamente lhe era outorgada, de fomentar no aluno a busca pelo conhecimento e de certa forma, se esconde da função de fazer o aluno aprender a aprender.
No que se refere à historicidade local, Adilson Citelli chama a atenção para o fato de que no Brasil, assim como nos outros países da América Latina, ocorreu uma passagem quase direta do plano discursivo-verbal para o meio audiovisual. “O livro, a escrita, a alfabetização – no sentido estrito do letramento – como sinônimos de todo “saber” e traço distintivo nas relações sociais não tiveram tempo de assentar-se e democratizar-se antes da entrada massiva das tecnologias das imagens e da retransmissão sonora”. Dessa forma, o rádio, na primeira metade do século XX e a televisão, posteriormente, ganharam espaço e relevância na constituição da identidade nacional e no papel de integradores do território brasileiro, fortemente difuso e multicultural. Um exemplo claro disso se reflete na importância cultural e social que o futebol alcançou. As maiores torcidas, Flamengo e Corinthians, ganharam seus adeptos justamente em função da promoção que os meios de comunicação fizeram do futebol carioca e paulista.
Respaldada nessa sacralidade de difusora do das informações, no mito do progresso que prega a inevitabilidade do crescimento tecnológico, as grandes mídias tendem a monopolizar o discurso transformando-o na única fonte de saber, numa verdade. E além disso “termina construindo uma grossa cortina de fumaça desejosa de obnubilar, quando não apagar, o festival de mazelas que marca nosso tempo: no chão duro do mundo periférico o que ainda recende com luz e força é a dor e humilhação dos excluídos.”
É nesse contexto que se insere, hoje, uma nova figura, o educomunicador: um profissional que será capaz de estabelecer uma relação entre Comunicação e Educação, visando entre outras coisas, levar para o âmbito das instituições formais de ensino uma educação que fomente no aluno a compreensão crítica dos meios de comunicação e através disso estabelecer uma relação saudável entre as novas tecnologias comunicacionais e a cultura popular, diferentemente do que se tem observado atualmente nas escolas. Destarte, será possível resgatar a importância de tais instituições como lugares de transmissão do saber e de formadoras do espírito de cidadania, tão caro a criação de uma democracia onde haja efetivamente justiça social.

O HIATO ENTRE AS PROFISSÕES

Vivemos em uma sociedade que convive com diferentes linguagens como possibilidades de aprendizagem, devido ao acelerado desenvolvimento tecnológico. A ampliação de conhecimentos, os diferentes olhares sobre a realidade presente e do passado e as formas de transmissão da história, dos saberes acumulados pela humanidade não mais se limitam ao livro didático ou à sala de aula. Assim, a escola não se configura mais como campo único privilegiado de construção de saberes e de conhecimento da memória e cultura deixadas pelos antepassados. Sua função vem sendo dividida com outros agentes e instituições que, de maneira não formal e informal, contemplam saberes e heranças culturais deixadas ao longo da história pelos diversos povos edificadores da trama histórica. 
Educadores de diversas áreas dialogam sobre os possíveis danos que as formas de mídia causam nos jovens, influenciando e afastando ambiente escolar ou dos métodos até então usados pela escolástica tradicional. Temas inapropriados para uma determinada faixa etária, por motivos moral e comportamental, são encarados com uma certa despreocupação por parte de quem produz ou mantém o corpo midiático. A escola por sua vez, desalinhada com os acontecimentos velozes que a contemporaneidade nos aclara e tece em conjunto, não acompanha o modo como as mídias apresentam o mundo e a tamanha eficácia com que a televisão, internet e outros meios eletro-informativos são mais atrativos.
 O que fazer com a educação em tempos de comunicação? Ou: o que fazer com a comunicação moderna no momento da educação? Educadores e profissionais das mais diversas áreas de comunicação fazem, e se fazem minimamente, tais perguntas. O hiato causado interrompe o bom andamento profissional de ambos, pois sabem da existência de uma lacuna que cria uma interrupção entre o aprendizado escolar e os diversos propósitos, que pode haver, no ato da recepção do recurso midiático usado. Minimamente, há três grupos de pesquisadores que pensam em tais questões: o primeiro que entende o trabalho do educador ser o de fortalecer o educando para as mensagens veiculados, uma vez sendo este uma possível criança; o segundo atribui a fatores culturais, sociais e contextuais terem por si só onipotência e atrelados a uma eficácia na escolha do tipo de mídia potencializa o efeito da recepção e a escola nesse cenário aparece como força relativizadora e o educador tematizaria eventos, fatos ou assuntos apresentados pelas mídias, reafirmando pontos pertinentes ao conteúdo didático e separaria dos quaisquer outros; o terceiro apresenta a ideia de sempre haver, necessariamente, uma leitura crítica do que é apresentado e a escola emerge como instância mediadora que instrumenta o aluno para ser um melhor receptor da mensagem. Em meio a tais preocupações, nasce um tipo de profissional que preencheria tal lacuna: o educomunicador.

Para mais informações sobre este assunto, inscreva-se em nosso RSS ou visite nosso blog para próximas postagens.

LINKS INTERESSANTES

Definição na Wikipedia

Um curso de Educomunicação

Artigo de Ismar O. Soares sobre a área

Artigo de A. Citelli sobre a área

Curso aprovado para criação na USP

terça-feira, 1 de junho de 2010

NOVO CAMPO DE TRABALHO À VISTA

Nos anos finais da década de 90 pesquisadores em parceria reconheceram uma nova profissão: O Educomunicador.
Educomunicador é o profissional que trabalha a aprendizagem através de instrumentos como a mídia e a tecnologia, de modo que também trabalhe o desenvolvimento humano e o enriquecimento pessoal; é o mediador da formação do aluno em seu aspecto global: sócio-cultural, político-moral, pedagógico-científico e tecnológico-informacional.
Neste processo de formação, o Educomunicador tem em seu domínio de trabalho o manejo e a articulação do planejamento, execução e avaliação de atividades para criar e manter os ambientes comunicacionais, valendo-se da interação dialética pertinente à Educação e à sistematização existente na Comunicação para a transmissão do conhecimento. Esse campo, é uma nova forma de educar, em um espaço onde a Educação e a Comunicação, ao interagirem, realizam um processo educacional cuja principal motivação é o aprimoramento do caráter sócio-político da formação do aluno.
Envolve áreas científicas que confluem para a construção do conhecimento. Ambas, a Educação e a Comunicação se complementam no processo de formação do indivíduo, na abrangência de seus resultados.
A proximidade existente entre Comunicação e Educação, em suas evoluções e desenvolvimentos particulares, vincula-se ao fato de que ambas trabalham conteúdos sócio-políticos e ético-morais que movem a sociedade.
A Educação, mesmo em suas diversas linhas ideológicas, é um processo de aquisição de conhecimento que estabelece troca e interação tanto na transmissão e recepção da mensagem, como entre o conteúdo e os instrumentos de aprendizagem.
A Comunicação é o principal instrumento de aprendizagem e conhecimento. A partir dela, o conhecer e o saber são transmitidos e aprimorados. Seu nexo pedagógico está em instrumentalizar para a “ressignificação” da leitura dos meios, sejam os de comunicação, os de vida ou os de formação do conhecimento.
A constância da Educomunicação está na possibilidade de promover a consciência crítica, a divulgação da cultura, no incentivo ao estudo e à pesquisa e, principalmente, na busca de alternativas que proporcionem maior interesse e aprofundamento no processo de conhecimento.
Há a complementaridade entre o objeto da Educação com a instrumentalidade proporcionada pela Comunicação que, em conjunto, materializam a consciência de universalidade, de direito de acesso aos bens e recursos da comunicação, da condução cultural e política da sociedade.