Educadores de diversas áreas dialogam sobre os possíveis danos que as formas de mídia causam nos jovens, influenciando e afastando ambiente escolar ou dos métodos até então usados pela escolástica tradicional. Temas inapropriados para uma determinada faixa etária, por motivos moral e comportamental, são encarados com uma certa despreocupação por parte de quem produz ou mantém o corpo midiático. A escola por sua vez, desalinhada com os acontecimentos velozes que a contemporaneidade nos aclara e tece em conjunto, não acompanha o modo como as mídias apresentam o mundo e a tamanha eficácia com que a televisão, internet e outros meios eletro-informativos são mais atrativos.
O que fazer com a educação em tempos de comunicação? Ou: o que fazer com a comunicação moderna no momento da educação? Educadores e profissionais das mais diversas áreas de comunicação fazem, e se fazem minimamente, tais perguntas. O hiato causado interrompe o bom andamento profissional de ambos, pois sabem da existência de uma lacuna que cria uma interrupção entre o aprendizado escolar e os diversos propósitos, que pode haver, no ato da recepção do recurso midiático usado. Minimamente, há três grupos de pesquisadores que pensam em tais questões: o primeiro que entende o trabalho do educador ser o de fortalecer o educando para as mensagens veiculados, uma vez sendo este uma possível criança; o segundo atribui a fatores culturais, sociais e contextuais terem por si só onipotência e atrelados a uma eficácia na escolha do tipo de mídia potencializa o efeito da recepção e a escola nesse cenário aparece como força relativizadora e o educador tematizaria eventos, fatos ou assuntos apresentados pelas mídias, reafirmando pontos pertinentes ao conteúdo didático e separaria dos quaisquer outros; o terceiro apresenta a ideia de sempre haver, necessariamente, uma leitura crítica do que é apresentado e a escola emerge como instância mediadora que instrumenta o aluno para ser um melhor receptor da mensagem. Em meio a tais preocupações, nasce um tipo de profissional que preencheria tal lacuna: o educomunicador.
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